Se há arte que une os povos cujas histórias, pelos mais diversos motivos, se cruzaram a Arquitetura é uma delas. Isto mesmo estará – julgo eu - patente  na exposição de arquiteturas denominada "A modernidade ignorada. Arquitetura moderna de Luanda" que terá sido ontem, dia 12, inaugurada no Centro Cultural Português, em Luanda.
Esta iniciativa assenta na apresentação pública de um trabalho conjunto de investigação universitária que envolve Angola (Universidade Agostinho Neto), Espanha (Universidade Alcalá) e Portugal (Universidade Técnica de Lisboa) e é antecedida, nesta edição em Luanda, de uma mesa redonda, sobre o tema património arquitectónico moderno da cidade.
O desenho da cidade de Luanda que, entre 1950 e 1970, transformou esta capital num centro arquitectónico moderno , considerado mesmo, a nível mundial, um caso singular na aplicação, em grande escala, dos princípios do CIAM (Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna) foi concebido por um grupo de jovens arquitetos portugueses em ruptura com os padrões arquitectónicos dominantes do regime então vigente. 
Esta corrente, imbuída de uma ideia “transformadora”, concretizou em Luanda um novo conceito de cidade moderna, erguendo um património arquitectónico moderno, parte do qual sofreu os efeitos da degradação inerente a um prolongado conflito armado e não tem beneficiado do acelerado crescimento urbano ultimamente marcado por padrões globalizantes.
A esta distância, com a cidade de Luanda bem presente na memória, sublinho a importância desta exposição, nascida – cito – de uma preocupação compartilhada entre arquitetos e historiadores angolanos, portugueses e espanhóis unidos no interesse em estudar e divulgar o que foi, ainda é, e pode ser, a ignorada arquitetura moderna subsariana.
Não podendo, desde logo pela distância, deslocar-me por estes dias ao Centro Cultural Português em Luanda, resta-me aguardar pelo prometido Web Site onde ficará disponível toda a informação sobre o projeto e sugerir aos meus potenciais leitores que estejam ou passem por Luanda uma visita a esta exposição de alguns traços que nos unem. 
Traços da mais importante arte ligada ao imobiliário. Uma arte que é sempre um testemunho do tempo e da capacidade de cada geração em deixar à vindoura a marca da respectiva passagem. Com a feliz coincidência de, nesta iniciativa, focar-se na cidade onde, há cinco anos, nasceu a Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa a que presido.
Luís Lima
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa

Se há arte que une os povos cujas histórias, pelos mais diversos motivos, se cruzaram a Arquitetura é uma delas. Isto mesmo estará – julgo eu - patente  na exposição de arquiteturas denominada "A modernidade ignorada. Arquitetura moderna de Luanda" que terá sido ontem, dia 12, inaugurada no Centro Cultural Português, em Luanda.


Esta iniciativa assenta na apresentação pública de um trabalho conjunto de investigação universitária que envolve Angola (Universidade Agostinho Neto), Espanha (Universidade Alcalá) e Portugal (Universidade Técnica de Lisboa) e é antecedida, nesta edição em Luanda, de uma mesa redonda, sobre o tema património arquitectónico moderno da cidade.


O desenho da cidade de Luanda que, entre 1950 e 1970, transformou esta capital num centro arquitectónico moderno , considerado mesmo, a nível mundial, um caso singular na aplicação, em grande escala, dos princípios do CIAM (Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna) foi concebido por um grupo de jovens arquitetos portugueses em ruptura com os padrões arquitectónicos dominantes do regime então vigente. 


Esta corrente, imbuída de uma ideia “transformadora”, concretizou em Luanda um novo conceito de cidade moderna, erguendo um património arquitectónico moderno, parte do qual sofreu os efeitos da degradação inerente a um prolongado conflito armado e não tem beneficiado do acelerado crescimento urbano ultimamente marcado por padrões globalizantes.


A esta distância, com a cidade de Luanda bem presente na memória, sublinho a importância desta exposição, nascida – cito – de uma preocupação compartilhada entre arquitetos e historiadores angolanos, portugueses e espanhóis unidos no interesse em estudar e divulgar o que foi, ainda é, e pode ser, a ignorada arquitetura moderna subsariana.


Não podendo, desde logo pela distância, deslocar-me por estes dias ao Centro Cultural Português em Luanda, resta-me aguardar pelo prometido Web Site onde ficará disponível toda a informação sobre o projeto e sugerir aos meus potenciais leitores que estejam ou passem por Luanda uma visita a esta exposição de alguns traços que nos unem. 


Traços da mais importante arte ligada ao imobiliário. Uma arte que é sempre um testemunho do tempo e da capacidade de cada geração em deixar à vindoura a marca da respectiva passagem. Com a feliz coincidência de, nesta iniciativa, focar-se na cidade onde, há cinco anos, nasceu a Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa a que presido.


Luís Lima
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa