Quando falamos em Namibe o que, para um estrangeiro como eu, mais salta à memória é o deserto homónimo – Namibe escreve-se com dê, de Deserto, mas também de desenvolvimento que a própria Natureza, que contempla esse mítico deserto, proporciona.
Nas minhas viagens pela informação disponível sobre todos os países de lusofonia, a notícia dos melhoramentos em curso para o Porto do Namibe, que com o de Luanda e com o do Lobito forma o pódio dos portos de Angola, mostra o empenho na afirmação do país como um dos principais centros logísticos da África Austral, através do Corredor de Moçâmedes.
Angola, país da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) está empenhado em incluir o Porto do Namibe num plano estratégico de investimentos de médio e longo prazo, e já alocou mais de quatro centenas de milhões de dólares para, por esta via, projetar o desenvolvimento das províncias do Namibe, do Huíla, do Cunene e do Cuando Cubango, bem como, no futuro, servir alguns países da SADC sem acesso ao mar, como é o caso da Zâmbia.
Com a paz em Angola, o Porto do Namibe deixou de ser visto como uma estrutura de risco. Mas o longo período de guerra fez com que tal equipamento tivesse ficado parado no tempo e necessite agora de um mais concentrado investimento para se transformar no polo de desenvolvimento que legitimamente pode e deve ser.
Vocacionado para atividades de comércio (incluindo turismo) e para a indústria (minérios e combustíveis) tem acessibilidades terrestres, rodoviárias e ferroviárias, destacando-se neste caso a rede do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes com ligações às cidades de Lubango (Huíla) e de Menongue (Cuando Cubango) e a longo à Zâmbia e à Namíbia.
Angola, de facto, não é só Luanda como erradamente muito boa gente que olha o país de longe pode pensar, sendo que nesta fase de relançamento global da Economia angolana olhar para as geografias prioritárias deste jovem país pode mostrar oportunidades de negócio normalmente menos visíveis.
O Porto do Namibe – revelam os seus atuais responsáveis – foi perdendo competitividade a favor dos portos do Lobito (em Angola) e de Walvis Bay (na Namíbia) que, por exemplo, recebe anualmente mais demais de 30 mil contentores de mercadorias.
Este renascimento do Namibe, através do seu porto, não será seguramente só devido às perspectivas do início da atividade de prospeção de petróleo a Sul pois o crescimento económico da região, que começa a dar sinais, não se baseia exclusivamente na industria petrolífera.
Não faltará muito que aportem ao Namibe cruzeiros que ali façam escala para uma visita ao Deserto onde nasce essa planta única que é a  Welwitschia Mirabilis. 
Luís Lima
Presidente da CIMLOP – Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa
Presidente@cimlop.com 

Quando falamos em Namibe o que, para um estrangeiro como eu, mais salta à memória é o deserto homónimo – Namibe escreve-se com dê, de Deserto, mas também de desenvolvimento que a própria Natureza, que contempla esse mítico deserto, proporciona.


Nas minhas viagens pela informação disponível sobre todos os países de lusofonia, a notícia dos melhoramentos em curso para o Porto do Namibe, que com o de Luanda e com o do Lobito forma o pódio dos portos de Angola, mostra o empenho na afirmação do país como um dos principais centros logísticos da África Austral, através do Corredor de Moçâmedes.


Angola, país da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) está empenhado em incluir o Porto do Namibe num plano estratégico de investimentos de médio e longo prazo, e já alocou mais de quatro centenas de milhões de dólares para, por esta via, projetar o desenvolvimento das províncias do Namibe, do Huíla, do Cunene e do Cuando Cubango, bem como, no futuro, servir alguns países da SADC sem acesso ao mar, como é o caso da Zâmbia.


Com a paz em Angola, o Porto do Namibe deixou de ser visto como uma estrutura de risco. Mas o longo período de guerra fez com que tal equipamento tivesse ficado parado no tempo e necessite agora de um mais concentrado investimento para se transformar no polo de desenvolvimento que legitimamente pode e deve ser.


Vocacionado para atividades de comércio (incluindo turismo) e para a indústria (minérios e combustíveis) tem acessibilidades terrestres, rodoviárias e ferroviárias, destacando-se neste caso a rede do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes com ligações às cidades de Lubango (Huíla) e de Menongue (Cuando Cubango) e a longo à Zâmbia e à Namíbia.


Angola, de facto, não é só Luanda como erradamente muito boa gente que olha o país de longe pode pensar, sendo que nesta fase de relançamento global da Economia angolana olhar para as geografias prioritárias deste jovem país pode mostrar oportunidades de negócio normalmente menos visíveis.


O Porto do Namibe – revelam os seus atuais responsáveis – foi perdendo competitividade a favor dos portos do Lobito (em Angola) e de Walvis Bay (na Namíbia) que, por exemplo, recebe anualmente mais demais de 30 mil contentores de mercadorias.


Este renascimento do Namibe, através do seu porto, não será seguramente só devido às perspectivas do início da atividade de prospeção de petróleo a Sul pois o crescimento económico da região, que começa a dar sinais, não se baseia exclusivamente na industria petrolífera.


Não faltará muito que aportem ao Namibe cruzeiros que ali façam escala para uma visita ao Deserto onde nasce essa planta única que é a  Welwitschia Mirabilis. 


Luís Lima
Presidente da CIMLOP – Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa
Presidente@cimlop.com