O recente apelo da ministra da cultura, Rosa Cruz e Silva, para que a sociedade angolana cultive o hábito da coabitação natural, de todas as línguas maternas, com vista a preservação da identidade nacional, é um acto inteligente que a concretizar-se contribuirá para um maior desenvolvimento do próprio país.
Angola é um país plurilíngue e o desenvolvimento, em coabitação, de todas as línguas maternas que se falam no território, incluindo a Língua Portuguesa, língua oficial do Estado, o garante da integridade cultural do país que só se enriquece com a diversidade linguística existente.
Por razões bem identificadas pela História, a Língua Portuguesa asfixiou o desenvolvimento das línguas maternas de Angola com prejuízo da formação natural de muitos angolanos. Sendo a Língua do Estado e dos negócios, o Português falado no país ficará mais rico se puder conviver com as demais línguas, algumas das quais também já o influenciaram.
O Instituto Nacional de Línguas Nacionais, organismo do Estado cuja existência é bem justificada num território onde são faladas pelo menos seis línguas, projecta, a médio prazo, a uniformização e estandardização das ortografias das línguas nacionais, bem como a publicação das respectivas gramáticas dos léxicos temáticos língua nacional/português e vice-versa.
Uma educação bilingue que seja, como é comummente aceite, uma educação equitativa e inclusiva que aponte para a tolerância em relação a outras culturas e a outros grupos linguísticos é uma opção pela modernidade que consolidará melhor o próprio espaço dos países de Língua Oficial Portuguesa.
O Português, como língua oficial dos países da nossa comunidade linguística, não é, como muitos investigadores não portugueses reconhecem, uma herança incómoda e provisória, mas uma opção, feita em nome do valor fundamental de uma língua comum para o progresso, que deve coexistir com as demais línguas faladas no território para que o pensamento genuíno de todos os falantes possa exprimir-se sem constrangimentos. e contribuir para aquele progresso.
Como alguém já escreveu, a língua portuguesa, enquanto língua oficial, é um instrumento valioso na divulgação dos valores culturais da dignidade humana mas sê-lo-á ainda mais se partilhar os espaços educacionais e conviver com as línguas nacionais, num quadro de ensino bilingue, • considerando-se que as línguas nacionais, transmitidas durante séculos das gerações tradicionais ancestrais às novas gerações, preservam a herança e identidade culturais do povo.
Luís Lima
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa
presidente@cimlop.com

O recente apelo da ministra da cultura, Rosa Cruz e Silva, para que a sociedade angolana cultive o hábito da coabitação natural, de todas as línguas maternas, com vista a preservação da identidade nacional, é um acto inteligente que a concretizar-se contribuirá para um maior desenvolvimento do próprio país.


Angola é um país plurilíngue e o desenvolvimento, em coabitação, de todas as línguas maternas que se falam no território, incluindo a Língua Portuguesa, língua oficial do Estado, o garante da integridade cultural do país que só se enriquece com a diversidade linguística existente.


Por razões bem identificadas pela História, a Língua Portuguesa asfixiou o desenvolvimento das línguas maternas de Angola com prejuízo da formação natural de muitos angolanos. Sendo a Língua do Estado e dos negócios, o Português falado no país ficará mais rico se puder conviver com as demais línguas, algumas das quais também já o influenciaram.


O Instituto Nacional de Línguas Nacionais, organismo do Estado cuja existência é bem justificada num território onde são faladas pelo menos seis línguas, projecta, a médio prazo, a uniformização e estandardização das ortografias das línguas nacionais, bem como a publicação das respectivas gramáticas dos léxicos temáticos língua nacional/português e vice-versa.


Uma educação bilingue que seja, como é comummente aceite, uma educação equitativa e inclusiva que aponte para a tolerância em relação a outras culturas e a outros grupos linguísticos é uma opção pela modernidade que consolidará melhor o próprio espaço dos países de Língua Oficial Portuguesa.


O Português, como língua oficial dos países da nossa comunidade linguística, não é, como muitos investigadores não portugueses reconhecem, uma herança incómoda e provisória, mas uma opção, feita em nome do valor fundamental de uma língua comum para o progresso, que deve coexistir com as demais línguas faladas no território para que o pensamento genuíno de todos os falantes possa exprimir-se sem constrangimentos. e contribuir para aquele progresso.


Como alguém já escreveu, a língua portuguesa, enquanto língua oficial, é um instrumento valioso na divulgação dos valores culturais da dignidade humana mas sê-lo-á ainda mais se partilhar os espaços educacionais e conviver com as línguas nacionais, num quadro de ensino bilingue, considerando-se que as línguas nacionais, transmitidas durante séculos das gerações tradicionais ancestrais às novas gerações, preservam a herança e identidade culturais do povo.


Luís Lima
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa
presidente@cimlop.com