Há 145 anos completou-se a primeira linha férrea transcontinental nos Estados Unidos, 5.300 km a ligar Nova Iorque, no Atlântico, a São Francisco da Califórnia, no Pacífico. Não encurtava distâncias mas aproximava as cidades e os cidadãos que nela então viviam.
Claro que ir de Nova Iorque a São Francisco de comboio não é para todos – é só para quem tem tempo disponível e meios financeiros. De avião é mais rápido e mais barato, mas não tem o fascínio das viagens que nos mostram os lugares por onde passamos a uma velocidade suficiente para olharmos e vermos.
Na América, como noutros locais do Mundo, os comboios são também, historicamente, instrumentos para o desenvolvimento. Há uns meses, neste mesmo espaço, lembrei o lema da companhia de caminhos-de-ferro norte americana “Union Pacific”, que há dois anos celebrou 150 anos de vida – Building América (construindo a América) é palavra de ordem que assenta como uma luva numa companhia férrea com tanta história.
Sinto idêntico entusiasmo ao ler notícias da ExpoTrans/2014 que há dias encerrou em Luanda e ao saber que a vocação do corredor do Lobito no contributo para o relançamento da actividade económica do país contará decisivamente  com todas as redes de transportes, entre as quais a ferroviária.
Rede nacional ferroviária que está a crescer, como também se soube na ExpoTrans, a aproximar cidades e até países que fazem fronteira com Angola e que carecem de boas ligações ao mar, para importar ou exportar bens e para proporcionar maior mobilidade ás pessoas.
Em Luanda, foi revelado no decorrer desta feira sobre os transportes que o Executivo angolano quer cobrir o território nacional com uma rede ferroviária, para aproximar a periferia do centro, garantindo em todo o país o transporte, por terra, de mercadorias, pessoas e bens.
Os comboios estão, de novo, a reconquistar o papel que, com altos e baixos, há mais de um século, um pouco por todo o lado, desempenham no desenvolvimento dos territórios por onde passam. Não apenas para o transporte de mercadorias ou para o transporte de passageiros que precisam de se deslocar por motivos profissionais.
As grandes linhas férreas, em países de uma beleza natural tão rica e variada como a de Angola, também são, ou podem ser, rotas turísticas de excelência. Para quem possui a imensa riqueza de poder dispor do tempo como melhor lhe aprouver, tendo, ao mesmo tempo, disponibilidade financeira e claro bom gosto e apetência para fruir a vida com mais qualidade.
Eis um fascínio que pode circular na estrada de ferro que rasga os destinos que mais gostamos.
Luís Lima
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa
presidente@cimlop.cm

Há 145 anos completou-se a primeira linha férrea transcontinental nos Estados Unidos, 5.300 km a ligar Nova Iorque, no Atlântico, a São Francisco da Califórnia, no Pacífico. Não encurtava distâncias mas aproximava as cidades e os cidadãos que nela então viviam.

Claro que ir de Nova Iorque a São Francisco de comboio não é para todos – é só para quem tem tempo disponível e meios financeiros. De avião é mais rápido e mais barato, mas não tem o fascínio das viagens que nos mostram os lugares por onde passamos a uma velocidade suficiente para olharmos e vermos.

Na América, como noutros locais do Mundo, os comboios são também, historicamente, instrumentos para o desenvolvimento. Há uns meses, neste mesmo espaço, lembrei o lema da companhia de caminhos-de-ferro norte americana “Union Pacific”, que há dois anos celebrou 150 anos de vida – Building América (construindo a América) é palavra de ordem que assenta como uma luva numa companhia férrea com tanta história.

Sinto idêntico entusiasmo ao ler notícias da ExpoTrans/2014 que há dias encerrou em Luanda e ao saber que a vocação do corredor do Lobito no contributo para o relançamento da actividade económica do país contará decisivamente  com todas as redes de transportes, entre as quais a ferroviária.

Rede nacional ferroviária que está a crescer, como também se soube na ExpoTrans, a aproximar cidades e até países que fazem fronteira com Angola e que carecem de boas ligações ao mar, para importar ou exportar bens e para proporcionar maior mobilidade ás pessoas.

Em Luanda, foi revelado no decorrer desta feira sobre os transportes que o Executivo angolano quer cobrir o território nacional com uma rede ferroviária, para aproximar a periferia do centro, garantindo em todo o país o transporte, por terra, de mercadorias, pessoas e bens.

Os comboios estão, de novo, a reconquistar o papel que, com altos e baixos, há mais de um século, um pouco por todo o lado, desempenham no desenvolvimento dos territórios por onde passam. Não apenas para o transporte de mercadorias ou para o transporte de passageiros que precisam de se deslocar por motivos profissionais.

As grandes linhas férreas, em países de uma beleza natural tão rica e variada como a de Angola, também são, ou podem ser, rotas turísticas de excelência. Para quem possui a imensa riqueza de poder dispor do tempo como melhor lhe aprouver, tendo, ao mesmo tempo, disponibilidade financeira e claro bom gosto e apetência para fruir a vida com mais qualidade.

Eis um fascínio que pode circular na estrada de ferro que rasga os destinos que mais gostamos.

Luís Lima
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa
presidente@cimlop.cm