Angola assume hoje, dia 14 de Novembro, a presidência do Processo Kimberley. A escolha vai ser ratificada em reunião plenária da organização que se realiza na  cidade chinesa de Guangzhou.

O Kimberley Process Certification Scheme (KPCS) é um organismo internacional criado em 2003 que certifica a origem dos diamantes, para evitar a comercialização de pedras oriundas de áreas em conflito.

Este sistema foi criado para quebrar a possibilidade da utilização ilícita e imoral de recursos naturais valiosos no estímulo às guerras civis superando o inicial sistema de sanções das Nações Unidas que se revelou insuficiente.

Ratificado  também  pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em Março de 2002,  a certificação desenvolvida no âmbito do Processo de Kimberley  leva o nome desta cidade africana por ter sido aí que começou a ser debatido.

Hoje em Guangzhou., o ministro da Geologia e Minas do Governo de Angola, Francisco Queiroz, e o embaixador angolano  na República Popular da China, João Garcia Bires, chefiam a delegação angolana que vai receber o testemunho da presidência do Processo Kimberley.

Este novo reconhecimento internacional de Angola vai ser também condignamente assinalado em Guangzhou, grande cidade comercial chinesa, por coincidir com as comemorações do trigésimo nono aniversário da independência do país.

A entrada na China (onde as restrições de circulação podem ser elevadas devido ao ébola) de uma muito significativa delegação angolana mostram também a confiança internacional que existe nesta matéria, relativamente a Angola. Registe-se que algumas delegações africanas foram impedidas de participar no encontro que não à distância através de videoconferência.

Durante a presidência no Processo Kimberley , Angola, segundo declarações do ministro da Geologia e Minas vai desenvolver esforços junto de países produtores que enfrentam problemas de insegurança no sentido de os trazer a este cautelar processo de certificação de origem dos diamantes

O próprio Processo Kimberley foi decalcado do Sistema de Certificação de Origem dos Diamantes que Angola criou antes da existência desta organização para enfrentar os problemas que os angolanos sofriam durante o conflito armado.

Como é reconhecido, a experiência da exploração  de diamantes em Angola é longa e contempla também a gestão da exploração artesanal, atualmente em reconversão através do sistema de atribuição de senhas mineiras e da organização de cooperativas de operadores artesanais.

Tudo isto para que esta riqueza natural, tão apreciada em todo Mundo, seja cada vez mais associada à paz.

Luís Lima
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa

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