A expressiva votação que a República de Angola obteve nas Nações Unidas na eleição para o Conselho de Segurança (a mais alta com 190 dos 193 votos expressos) é uma inquestionável vitória diplomática de Luanda e um reconhecimento da comunidade internacional à capacidade angolana em contribuir para a paz.

Como reafirmou o presidente José Eduardo dos Santos, no discurso sobre o Estado da Nação proferido dias antes da votação da ONU, Angola tem manifestado disponibilidade para promover o diálogo e a paz, na África Central e na Região dos Grandes Lagos, estando aberta a integrar as Forças da Paz das Nações Unidas, previstas no quadro da MINUSCA (Missão das Nações Unidas para a República Centro-Africana).

Nesta linha e apoiada pela União Africana, a candidatura vencedora de Angola ao Conselho de Segurança da ONU era natural e projeta uma imagem muito positiva de Angola em todo o Mundo com as consequentes responsabilidades em matéria de esforços para promover a paz e a segurança, como foi aliás sublinhado, ainda em Nova Iorque, por Georges Chicoti, ministro da Relações Exteriores.

O ministro angolano agradeceu o apoio e a confiança dos parceiros internacionais de Angola sublinhando também os números da votação claramente expressivos pois foram expressos para escolher um país que seja reconhecido como capaz de promover soluções ou trabalhar com os outros nos problemas que afectam o mundo.

É, como se sabe, a segunda vez que Angola integra o Conselho de Segurança das Nações Unidas, a importante instância da ONU constituída por cinco membros permanentes (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido, com direito a veto) e dez membros não permanentes, eleitos regularmente

A primeira vez que Angola foi escolhida ocorreu há doze anos, pouco tempo depois do fim do conflito armado no território e do estabelecimento da paz definitiva no país. O conhecimento dos terríveis efeitos da guerra é um vetor muito forte para um eficaz empenhamento nos caminhos da paz.

Neste novo mandato de dois anos, a iniciar a 1 de Janeiro de 2015, Angola poderá alargara a todo o Mundo os esforços que o país tem vindo a desenvolver na manutenção da paz, da segurança e do bem-estar da região em que está inserida.

Angola presidiu, em 2011, à Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), ocupando atualmente a presidência da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, que integra o Burundi, Quénia, República Centro Africana, República Democrática do Congo, Ruanda, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia, Uganda e a Zâmbia.

Luís Lima
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa

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