O próximo ano vai ser muito importante para o Mundo. Foi consagrado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO) Ano Internacional dos Solos, indiretamente o tema da EXPO Milão 2015, cidade onde há , dias, o embaixador de Angola em Itália, Florêncio de Almeida,  revelou que Angola vai acolher, já em Novembro, uma conferência internacional sobre a Agricultura familiar e o seu contributo para a Segurança Alimentar Sustentável.

O embaixador angolano deslocou-se a esta cidade do Norte de Itália para a apresentação do pavilhão de Angola na Expo Milão 2015, um espaço que dá particular visibilidade à agricultura familiar e aos pequenos agricultores, com relevo para o papel da mulher representa na atividade agrícola, seja ao nível da produção seja ao nível da comercialização.

O tema da segurança alimentar é, como sublinhou o embaixador Florêncio de Almeida, um dos temas prioritários do Governo de Luanda tendo em vista a mais nobre das missões de qualquer Estado que é a erradicação da fome e da pobreza, um dos principais sinais de desenvolvimento dos povos

Em Milão, o embaixador reconheceu que o mundo produz alimentos suficientes para alimentar a população mundial, sem deixar de reconhecer que apesar dos progressos socioeconómicos e tecnológicos já alcançados, o desafio para reduzir a fome no mundo e em África, ainda está longe de alcançado.

Angola, como a própria FAO já reconheceu, tem vindo a desenvolver esforços neste sentido conseguindo, em 2013, atingir um dos patamares do Milénio, ou seja, reduzir para metade a proporção de pessoas subnutridas. Foi um feito importante que está em consonância com um dos principais desafios estratégicos do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, para quem a segurança alimentar, o combate à fome e à pobreza e o desenvolvimento rural são prioridades.

A realização em Novembro e em Angola da conferência internacional sobre a Agricultura, como instrumento do Programa Nacional de Desenvolvimento 2013-2017, prova que o desafio da diversificação da economia angolana é uma realidade que muito contribui para a afirmação da Economia como uma das emergentes em África e no Mundo.

Como disse o embaixador de Angola em Itália, o desafio na procura da segurança e da autossuficiência alimentar, tendo por base as imensas potencialidades agrícolas do país, é uma garantia indispensável para a consolidação de todos os restantes sectores económicos, nomeadamente aqueles que mais têm contribuído para o desenvolvimento da Nação Angolana.

Luís Lima
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa