As Quedas de Kalandula, as segundas maiores de Africa, com os seus mais de 400 metros de extensão e os mais de 100 metros de altura, uma maravilha que a Natureza localizou no rio Lucala, o mais importante afluente do Kwanza são seguramente uma das mais icónicas imagens do Turismo de Angola, sector cujas receitas aumentaram no ano transacto em mais de 50% relativamente aos dois anos anteriores.

Tão importante como os números do volume de negócios do sector turístico, contabilizado em centenas de milhões de dólares é o que já se conhece deste bolo, ou seja, o fortíssimo incremento dos segmentos da restauração e da hotelaria, principais responsáveis por este boom e clássicos geradores de emprego, e a certeza de que já entram em Angola mais turistas do que o número de angolanos que saem para fazer turismo no estrangeiro.

Este rácio, obtido pela relação de entrada de turistas no território nacional com a quantidade de saídas, traduz-se numa balança de pagamentos favorável a Angola ou seja numa sempre desejável entrada de divisas para o país., O turismo de negócios ainda é o principal motivo da chegada de estrangeiros, mas o número de turistas que que apenas querem conhecer as belezas naturais pode crescer muito mais .

As entradas em 2013 contabilizam-se já na unidade dos milhões, colocando este atividade, também em Angola, como uma dos sectores que melhor contribuiu para o crescimento o crescimento e para a criação de emprego, à semelhança do que acontece em muitas outras economias desenvolvidas do Mundo, Um motor para o desenvolvimento cuja energia não se esgota na atração que as sete Maravilhas Naturais de Angola, entre as quais as Quedas de Kalandula, podem e estão já a exercer

A Fenda da Tundavala, na Huíla; a Floresta do Maiombe, em Cabinda; as Grutas do Nzenzo, no Uíge; a Lagoa Carumbo, na Lunda Norte; o Morro do Môco, no Huambo; as Quedas de Kalandula, em Malanje; e as Quedas do Rio Chiumbe, na Lunda Sul, foram as maravilhas escolhidas pela votação dos angolanos, mas as outras 20 finalistas desta eleição que não figuram nesta lista de sete, continuam a ser manifestações da Natureza que ombreiam entre as melhores e podem constituir-se como polos turísticos de referência.

É aliás significativo que o processo de escolha das sete maravilhas naturais tenha sido desenvolvido no âmbito de um programa institucional do Governo de Luanda denominado AMO ANGOLA. Felizes palavras de ordem que ensaiam a promoção do património natural angolano e que contribuem para reforçar o conhecimento que a população tem do seu próprio país. e para o promover como destino turística de eleição para o qual está inevitavelmente vocacionado.

 

Luís Lima
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa